Saiba qual o melhor método para o ambiente de trabalho
Podemos dizer que a vida é um grande jogo?
Jogar é viver e é uma grande oportunidade criativa para encontrar
com agente mesmo, com o outro e com o todo. A partir disso, o
"jogo" passa a ser conseqüência de nossas visões, ações e
relações em todos os âmbitos, principalmente no trabalho, que
vai ser o nosso foco nesse artigo.
No trabalho existem dois
"estilos" básicos de jogo: Cooperação - que é o jogar com o outro.
Competição - que é jogar contra o outro.
Dependendo do estilo que
escolhemos para "jogar" aumentamos ou diminuímos a distância
entre nós e os outros. Segundo Sedeh (1968), o movimento de
aproximação é denominado "Processo Associativo" que pode se
apresentar na forma de Cooperação, Acomodação e Assimilação.
O movimento de distanciamento é chamado "Processo Dissociativo",
que por sua vez manifesta-se como: Competição e Conflito.
Basta
imaginarmos qualquer atividade do nosso dia-a-dia para podermos
perceber que vivemos num imenso emaranhado de mútua dependência
e, que temos uma importante posição a ocupar nesse "jogo".
Sendo assim, proponho refletirmos sobre qual tem sido o nosso
estilo de jogar: sobre que bases temos construído os "jogos" da
vida?
Vamos começar refletindo em cada um dos estilos - Cooperação
e competição.
Cooperação é quando as pessoas ou grupos
combinam as suas atividades juntas para conseguir realizar um
objetivo comum, de tal maneira que o êxito de alguma das partes
concorra para um maior êxito das demais, esse é o processo
social de cooperação.
Competição é quando uma pessoa ou um grupo
tem como objetivo um melhor resultado em relação à outra pessoa
ou grupo, é gerada a oposição. Esta poderá resultar em
competição ou conflito. Muitas das escolhas, comportamento e
atitudes que temos conscientes ou inconscientes, têm suas raízes
no mito da "natureza competitiva" do Homem. Para o físico
Fritjof Capra (1982) "a agressão excessiva, a competição e o
comportamento destrutivo, são aspectos predominantes apenas
dentro da espécie humana; eles têm que ser tratados em termos
de valores culturais, em vez de procurar explicá-los
pseudocientificamente como fenômenos intrinsecamente naturais".
Podemos, então, dizer que o comportamento cooperativo é um
aspecto fundamental do "interesse social", e que somente através
da cooperação e agindo como um valioso e cooperativo membro da
sociedade, que podemos superar nossas limitações e sentimentos
de inferioridade.
Por outro lado, uma falta de cooperação e um
conseqüente sentimento de inadequação, são as raízes de todos
os estilos de vida neurótica, inadequada e inadaptado. Qual
estilo de jogo vamos desempenhar depende somente de nós. Hoje
as empresas, as organizações já possuem esta visão e estão
investindo em "Formação de Equipes de Trabalho".
Investir no
potencial e na cooperação é um processo que envolve
autoconhecimento, restauração da auto-estima e autodesenvolvimento,
levando as pessoas a contribuírem conscientemente para a
construção de organizações mais saudáveis.
Quais têm sido nossas
escolhas? E os seus efeitos? O que está por trás delas? Podemos
mudar?
Mesmo quando é óbvio que a cooperação é a melhor
estratégia, traz melhores resultados e produz bem estar, muitas
pessoas, infelizmente, ainda preferem competir a cooperar. Está
lançado o desafio.
Katia Cristina Horpaczky
|